Mistura entre animação e live-action é recheada de ironia e a inevitável nostalgia.
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Cinema: Coyota vs Acme – comédia.
Lançamento: 27 de agosto 2026 – quinta-feira
Direção: Dave Green.
Roteiro: Samy Burch, James Gunn, Jeremy Slater, Samy Burch, Ian Frazier, James Gunn e Jeremy Slater.
Elenco: Will Forte, Lana Condor, Tone Bell, John Cena, Eric Bauza, P.J. Byrne, Martha Kelly, Luis Guzmán e grande elenco.
Gênero: Comédia, animação e aventura.
Nacionalidade: Estados Unidos.
Sinopse: Imagine no desfecho de Space Jam, quando o braço de Michael Jordan se estica de maneira absurda para alcançar a cesta, em uma cena que parece saída diretamente de um desenho do Pernalonga. Agora imagine essa mesma lógica aplicada ao filme inteiro, com efeitos especiais aprimorados e um timing cômico ainda mais preciso. É justamente aí que está o charme de Coyote vs. Acme.
Desde sua criação, os Looney Tunes sempre exigiram de seus artistas algo fundamental: a capacidade de imaginar o impossível. Situações absurdas, interações inesperadas, brincadeiras visuais e conceitos que desafiam qualquer regra fazem parte da essência desses personagens. Quando tudo é permitido — abrir um buraco no chão, atravessar uma parede ou simplesmente flutuar no ar — surge também um desafio: entre tantas possibilidades, qual é a escolha criativa capaz de provocar a maior gargalhada?
O elenco humano também contribui para equilibrar a loucura dos personagens animados. Lana Condor, no papel de assistente, e John Cena, como advogado da Acme, funcionam bem por representarem o lado mais racional da história. Eles servem como contraponto à imprevisibilidade dos Looney Tunes e ajudam a criar situações de humor bastante eficientes.
Ainda assim, quando o filme se concentra exclusivamente nos personagens humanos, perde parte de sua força. Seus conflitos e dilemas são menos inventivos e, quando precisam sustentar uma cena sem a participação das figuras animadas, o ritmo tende a cair. É uma dificuldade comum em produções que misturam personagens digitais e atores reais, como acontece em franquias como Transformers e Godzilla x Kong. Em geral, são os personagens humanos que acabam ficando em segundo plano.
Isso não significa que colocar Wile E. Coyote no centro da história seja uma ideia completamente inovadora. A força do personagem está justamente em uma fórmula simples e atemporal: perseguir incansavelmente o Papa-Léguas, elaborar planos cada vez mais elaborados e, inevitavelmente, sofrer as consequências de suas próprias armadilhas.
Coyote vs. Acme entende muito bem essa dinâmica. O filme consegue explorar a persistência quase absurda do coiote e, ao mesmo tempo, construir uma relação surpreendentemente envolvente com o personagem. A rivalidade com o Papa-Léguas ganha novos contornos e conduz a história para uma conclusão satisfatória, mesmo que, em alguns momentos, previsível.
No fim, o grande mérito de Coyote vs. Acme está em compreender que o humor dos Looney Tunes nasce justamente da liberdade criativa. Quanto mais absurdo é o universo, maior é a possibilidade de transformar uma situação simples em uma sequência memorável de comédia.
Cinema: Coyota vs Acme – comédia.




