Com direção de Pedro Brício e Susana Ribeiro, estreia dia 17 de abril, no Teatro do Sesc Ipiranga, com apresentação das duas peças, uma seguida da outra às 20 horas – Nada é suficiente, e às 21h20 – Comunhão, com intervalo de 15 min. Entre as duas.
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Teatro: Nada é Suficiente – Comunhão – 17 de abril.
Estreia
Dia 17 de abril, sexta. Entre as duas, intervalo de 15 minutos.
• Às 20 horas- NADA É SUFICIENTE (60 min.). Direção – Pedro Brício e Susana Ribeiro. Elenco – Lúcia Bronstein e Luisa Micheletti
• Às 21h20 – COMUNHÃO (75 minutos). Direção – Pedro Brício e Susana Ribeiro. Elenco – Magali Biff, Lúcia Bronstein e Luisa Micheletti
Temporada
• Sextas-feiras
Às 20 horas- NADA É SUFICIENTE (60 min.)
Às 21h20 – COMUNHÃO (75 minutos).
• Sábados às 20h – COMUNHÃO (75 min.). De 18/4 a 30/5.
• Domingos às 18h – NADA É SUFICIENTE (60 min). De 19/4 a 31/5.
• Apresentações extras
Terça, 21/4
Às 20 horas- NADA É SUFICIENTE (60 min.)
Às 21h20 – COMUNHÃO (75 minutos).
O projeto Nada é suficiente e Comunhão propõe a encenação de duas peças, intercaladas na mesma temporada, escritas pelo dramaturgo canadense Daniel MacIvor, protagonizadas por Lúcia Bronstein, Luisa Micheletti e Magali Biff, com direção de Pedro Bricio e Susana Ribeiro.
A estreia acontece dia 17 de abril, 6ª feira, com apresentação dos dois espetáculos, um seguindo do outro, com intervalo de 15 minutos: Nada é suficiente (20h) e Comunhão (21h15). Depois as sessões seguem aos sábados, 20h, Comunhão (75 min. de duração) e os domingos, 18h, Nada é Suficiente (60 min. de duração).
Ambos os espetáculos falam sobre finitude e a noção de que o indivíduo se constitui a partir de suas relações. Pensando neste conceito, de que somos o que somos a partir das relações que estabelecemos e dos papéis que assumimos nelas, a ideia de termos duas peças intercaladas numa mesma temporada aprofunda a pesquisa e o efeito desta coreografia de pontos de vista. Como se fôssemos uma pessoa diferente com cada pessoa com quem nos relacionamos (contracenamos).
Direção a quatro mãos
A encenação de Nada é Suficiente e Comunhão é o resultado de uma interlocução artística entre Pedro Brício e Susana Ribeiro, que buscam uma unidade estética mesmo diante de obras com temperaturas opostas.
Brício explica que as peças possuem atmosferas distintas: “Comunhão é um drama denso, enquanto Nada é Suficiente tem uma leveza ‘pop’, com banda de rock e humor. O que as une é o minimalismo típico do MacIvor, que deixa espaço para a imaginação e para a palavra. Dirigir em parceria com a Susana tem sido um exercício de somar experiências e priorizar o trabalho do ator, valorizando a força do texto”.
Essa pesquisa conjunta é complementada pelo olhar de Susana, que traz sua experiência de 40 anos nos palcos para a condução do elenco: “Para mim, a direção é uma grande escuta do jogo entre as atrizes. Eu me considero uma ‘bordadeira’ na cena: gosto de costurar os detalhes e as camadas do não dito para que o elenco se sinta potente. A cena ganha força pela visão de quem conhece o ‘estar dentro’ do palco”.
Sinopses
Comunhão fala sobre três mulheres em processo de transformação. Carolina, uma analista em crise com a profissão; Leda, uma ex-alcoólatra com diagnóstico de uma doença grave; e Anita, ex-traficante, agora religiosa fervorosa e grávida. Em três atos que saltam no tempo, as personagens se encontram, duas de cada vez, em cada ato: Carolina e sua paciente Leda; Leda e sua filha Anita; e por fim, Anita e Carolina, ex-terapeuta de sua mãe.
O autor, Daniel MacIvor diz que “cada personagem surge duas vezes na peça, de forma transformada. Como se cada atriz interpretasse duas personagens diferentes”. As três buscam novos sentidos para suas existências, refletindo sobre fé, vício, dores, memórias. Mãe e filha tentam uma aproximação possível, no contexto complexo e dolorido de suas histórias. A terapeuta busca uma saída para a relação protocolar que ela mesma estabelece com seus pacientes. As três, graças a estes encontros umas com as outras – diretos ou indiretos – deixam-se afetar pelas compreensões que surgem a partir do outro.
Nada é suficiente narra a trajetória de amizade e do amor entre duas mulheres, M e L. Ao longo de vinte anos, que são contados para a plateia por meio de cenas e narrações, vemos uma relação de intenso afeto, de cumplicidade, paixão, amizade, companheirismo e uma banda de rock. O texto explora a resistência das protagonistas em rotular sua relação, e utiliza o humor, o silêncio e a música para encenar como as pessoas narram suas próprias vidas.
Como descobrem mais sobre si e sobre o outro. E como o medo da vulnerabilidade pode impedir as relações. Por meio de diálogos ágeis e uma estrutura engenhosa, Nada é suficiente é uma meditação sensível sobre a beleza que reside na ambiguidade dos vínculos amorosos. Sobre viver e morrer, com medo e coragem.
Teatro: Nada é Suficiente – Comunhão – 17 de abril.



