Peça foi produzida com tecnologia de impressão 3D por fusão seletiva a laser e levou dez meses para ficar pronta.
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Som dos carros inspira troféu do GP São Paulo de F1.
Os pilotos que subirem ao pódio do F1 MSC Cruises GP de São Paulo 2026 receberão um troféu desenvolvido com alta tecnologia e repleto de referências à história da F1, ao automobilismo brasileiro e à cidade de São Paulo.
Produzida em titânio puro, a peça foi concebida a partir a elementos que remetem ao universo da categoria. Entre eles estão o ronco dos motores V10, o traçado do Autódromo de Interlagos, a icônica curva S do Senna, a bandeira quadriculada e até o mapa do Brasil.
Inspiração
O desenho do troféu foi inspirado no coletor de escapamento de um motor V10, configuração que marcou uma das eras mais sonoras da história da F 1. Cinco tubos se unem em uma única estrutura, formando curvas que fazem referência ao circuito paulistano e à trajetória do automobilismo brasileiro.
Observado pela parte superior, o troféu reproduz a forma da famosa curva S do Senna. Por outro ângulo, suas linhas lembram uma bandeira tremulando após a vitória de um piloto.
“As linhas se resolvem de forma anti-horária, que tem tudo a ver com Interlagos, um dos raros circuitos com traçado anti-horário. E também temos menção ao ‘S’ e ao ‘P’, iniciais da cidade de São Paulo”, explica o designer Fábio Castellotti, um dos responsáveis pelo projeto.
As referências musicais também estão presentes no desenho. Os cinco tubos podem ser associados às cinco linhas de uma partitura musical e, dependendo do ângulo de observação, a estrutura pode lembrar uma colcheia, nota musical que reforça a homenagem ao som produzido pelos motores de Fórmula 1.
O troféu também incorpora elementos geográficos. Visto de frente, o desenho forma uma silhueta que remete ao mapa do Brasil e ao contorno de sua costa. Na parte inferior, as formas das zebras da pista também aparecem incorporadas à peça.
Proposta
Segundo o designer, a proposta foi criar um objeto que revelasse novos detalhes conforme fosse observado de diferentes posições.
“Conforme vemos por outros ângulos, o troféu vai contando uma nova narrativa. Olhando de cima, fazemos uma homenagem à curva mais icônica de Interlagos, que é o ‘S do Senna’. Temos a representação da topografia que vemos pela TV, que é uma descida. Quando a gente vira do outro lado, a peça se assemelha a uma bandeira tremulando, a bandeira da vitória”, explica.
Além de Castellotti, o projeto foi desenvolvido pelos designers Fernando Lambiasi e Gabriel Scholab, em uma combinação de referências do automobilismo, da música e da identidade de São Paulo.
“As pessoas podem ver diversos desenhos, como uma mão ou fibras musculares a partir da base”, conta Castellotti. “É um troféu cheio de ‘easter eggs’”, completa, utilizando a expressão para definir referências e mensagens escondidas na peça.
Tecnologia de impressão 3D em titânio
O desenvolvimento do troféu envolveu o estúdio de design Secret Weapon e a BTOMEC Ferramentaria e Usinagem de Precisão, empresa sediada em Joinville (SC) e especializada na fabricação de moldes e componentes de alta precisão.
Entre o desenvolvimento do projeto, a fabricação e o acabamento, foram necessários dez meses de trabalho. O processo combinou tecnologia de fabricação aditiva com etapas de acabamento artesanal realizadas entre São Paulo e Joinville.
O troféu foi produzido a partir de pó de titânio por meio do processo conhecido como Selective Laser Melting (SLM), ou Fusão Seletiva a Laser. A tecnologia utiliza um laser de alta potência para fundir o pó metálico camada por camada, formando uma peça sólida e de alta resistência.
No caso do troféu do GP São Paulo de F1, foram depositadas e fundidas mais de 20 mil camadas, de baixo para cima. O processo ocorre dentro de uma câmara com temperaturas superiores a 2.000°C.
Além disso, a tecnologia utilizada representa um marco para a fabricação aditiva no Brasil. Segundo os responsáveis pelo projeto, a primeira máquina de SLM no país chegou em janeiro de 2026, sendo a segunda das Américas. A primeira estava em operação na Boeing, nos Estados Unidos.
A máquina utilizada tem custo estimado em US$ 3 milhões, aproximadamente R$ 15 milhões. Somados os demais equipamentos utilizados na produção, o parque tecnológico empregado pela BTOMEC chega a cerca de R$ 60 milhões.
5,7 kg e 55 cm de altura
O troféu destinado ao vencedor do GP São Paulo de F1 2026 pesa 5,7 kg. A peça tem 55 cm de altura, 22,5 cm de largura e 24,3 cm de profundidade.
Além do troféu do vencedor, as demais peças que serão entregues aos pilotos no pódio seguem o mesmo conceito visual e tecnológico desenvolvido para a etapa brasileira.
Ingressos esgotados
Os ingressos para assistir ao F1 MSC Cruises GP de São Paulo 2026 no Autódromo de Interlagos estão esgotados.
Ainda há, entretanto, ingressos disponíveis para a F1 Fanzone do GP São Paulo, espaço dedicado aos fãs do automobilismo que funcionará no Kartódromo de Interlagos durante os três dias do evento.
A programação inclui shows, DJs, ativações e a participação de pilotos do atual grid da Fórmula 1 na sexta-feira e no sábado da corrida.
Som dos carros inspira troféu do GP São Paulo de F1.





