Resultado decorreu de baixas contábeis, apesar do sólido desempenho nas vendas de minério de ferro e cobre.
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Vale tem prejuízo líquido de US$ 3,8 bi no 4° trimestre.
A Vale encerrou o quarto trimestre com prejuízo líquido de US$ 3,8 bilhões, resultado fortemente influenciado por baixas contábeis.
De acordo com a companhia, o principal impacto veio do reconhecimento de US$ 3,5 bilhões em impairments nos ativos de níquel da Vale Base Metals, no Canadá, após a revisão das premissas de preços de longo prazo do metal. Houve ainda uma baixa adicional de US$ 2,8 bilhões relacionada a impostos diferidos de subsidiárias.
Desconsiderando itens não recorrentes, como essas baixas, o lucro líquido proforma alcançou US$ 1,5 bilhão no trimestre, alta de 68% na comparação anual. O avanço refletiu o crescimento do Ebitda proforma e o efeito positivo da marcação a mercado dos swaps cambiais.
Parte desses ganhos, no entanto, foi neutralizada por provisões adicionais ligadas à Samarco e pela ausência de receitas extraordinárias que haviam reforçado o resultado no quarto trimestre do ano anterior.
Mesmo com o prejuízo contábil, o Ebitda ajustado foi favorecido pelo aumento dos volumes vendidos e pelos preços mais elevados do minério de ferro e do cobre, além da contribuição de subprodutos e de melhorias operacionais, de acordo com o relatório divulgado pela empresa.
O lucro antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda) ajustado somou US$ 4,6 bilhões entre outubro e dezembro, contra US$3,8 bilhões no quarto trimestre de 2024.
No ano de 2025, a Vale registrou lucro líquido de US$ 2,35 bilhões, uma queda de 62% em relação ao ano anterior. O lucro líquido proforma, entretanto, cresceu 28% no período, para US$ 7,8 bilhões.
Ao longo do ano, a companhia elevou em 2,6% a produção de minério de ferro — seu principal produto —, a 336,1 milhões de toneladas em 2025, superando pela primeira vez desde 2018 o total produzido pela concorrente Rio Tinto em Pilbara.
Vale tem prejuízo líquido de US$ 3,8 bi no 4° trimestre.


