Lando Norris da McLaren e Max Verstappen da Red Bull ficaram com o segundo e terceiro tempo.
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Leclerc faz o melhor tempo no último dia de testes da pré-temporada.
Os testes da pré-temporada da F-1 terminaram nesta sexta-feira (20) com a equipe alemã Mercedes encerrando os testes com o melhor resultado geral.
Mesmo com Charles Leclerc marcando o melhor tempo do teste, seguido por Lando Norris e Max Verstappen, a equipe que saiu do Bahrein com como a favorita foi a Mercedes. Pelo que se viu até aqui, George Russell e o novato Kimi Antonelli chegam como referências para a abertura do campeonato, em 8 de março, no GP da Austrália.
A incógnita é o tamanho dessa vantagem. Rivais observam que, sempre que a Mercedes aperta um pouco mais o ritmo, surge uma folga relevante. Em contrapartida, há dois pontos em que o time ainda não é dominante: largadas e gerenciamento de energia. Mesmo assim, a serenidade exibida nos boxes — com direito a treinos de pit stop enquanto outros simulavam corridas — reforça a impressão de força. Será surpresa se Russell ou Antonelli não aparecerem entre os mais rápidos na abertura na Austrália.
Ferrari
Na Ferrari, o ambiente é outro em relação ao início do ano passado, quando um problema estrutural no projeto comprometeu toda a temporada. O carro atual mostrou confiabilidade sólida, e a unidade de potência funciona bem tanto na combustão quanto no sistema elétrico.
As atualizações do segundo teste do Bahrein surtiram efeito, e as largadas são, hoje, as melhores do grid. A grande dúvida dos italianos era entender o quanto a Mercedes estava rodando pesada para medir a real diferença de desempenho e saber o quanto será preciso evoluir ao longo do ano.
Red Bull Ford
A Red Bull Racing continua se destacando pelo gerenciamento de energia e por largadas mais consistentes do que as dos carros com motor Mercedes. O conjunto é bom, mas os problemas de confiabilidade apareceram com mais frequência do que entre os principais concorrentes.
McLaren
Já a McLaren vive um momento de expectativa. O carro é totalmente novo em relação ao do ano passado e mantém uma dianteira muito eficiente, mas o excesso de peso nos testes mascarou o potencial. Atualizações previstas para a Austrália devem aliviar esse problema.
Os testes também deixaram claro o abismo entre as quatro grandes e o restante do grid. Ainda não há consenso sobre quem lidera o pelotão intermediário, mas a Alpine parece bem posicionada, enquanto a Haas mostrou um carro equilibrado.
Audi
O motor alemão chamou atenção no paddock, não só pelo som diferente, fruto de uma turbina maior, mas também pelo potencial em pistas com longas zonas de aceleração. O carro ainda precisa de ajustes, especialmente em freadas e reduções de marcha, mas o progresso ficou claro.
Aston Martin
A equipe inglesa sofreu com atraso no projeto e decepcionou para ver o carro de Adrian Newey, agora com motor Honda. O carro apresentou problemas gerais e de motor, para desespero de quem viu o motor Mercedes ser considerado o melhor até agora.
A Honda cometeu um grande erro ao aceitar exclusividade de fornecimento para a Aston Martin e corre o risco de ficar presa ao desempenho de uma equipe. Justamente a equipe onde corre o espanhol Fernando Alonso, que tanto sofreu e criticou o motor japonês durante seu período na McLaren.
Além disso, o nível de pressão de Lawrence Stroll irá colocar sobre a fornecedora de motores, será três vezes mais pesado do que era na época da McLaren, onde a Honda não conseguiu se acertar do começo ao fim.
Tempos do último dia de testes da pré-temporada

Leclerc faz o melhor tempo no último dia de testes da pré-temporada.





