Com os bombardeios israelenses e norte-americanos o Irã fechou o estreito de Ormuz.
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Petróleo sobe 8% com a guerra no Irã.
O Estreito de Ormuz, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente, teve o tráfego marítimo interrompido após novos ataques no Oriente Médio, elevando a tensão nos mercados internacionais.
Os preços do petróleo subiam perto de 8% na manhã desta segunda-feira, impulsionados por ações retaliatórias do Irã que afetaram a navegação na região estratégica que conecta o Golfo Pérsico ao Mar Arábico.
Um aumento sustentado das cotações representa um risco à recuperação da economia global, com potencial de pressionar a inflação e elevar os preços dos combustíveis ao consumidor. Nos Estados Unidos, a alta da gasolina pode gerar desgaste político para o presidente Donald Trump, às vésperas das eleições de meio de mandato previstas para novembro.
Contudo, apesar da forte reação inicial, a alta registrada na retomada das negociações após o fim de semana ficou abaixo das projeções mais pessimistas de parte do mercado.
Os contratos futuros do petróleo Brent chegaram a avançar até 13%, alcançando US$ 82,37 por barril — o maior nível desde janeiro de 2025. Na sequência, os preços reduziram ganhos e passaram a subir US$ 5,56, ou 7,6%, sendo negociados a US$ 78,43 por barril às 7h55 (horário de Brasília).
A princípio, a valorização reflete a troca de contra-ataques que danificou petroleiros e interrompeu embarques no Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã. O mercado segue atento à duração do bloqueio, que pode aprofundar os impactos sobre o fornecimento global de energia.
Petróleo sobe 8% com a guerra no Irã.



