No início do ano, as provas do Bahrein e da Arábia Saudita foram cancelados devido aos conflitos na região.
![]()
F1: Guerra entre EUA e Irã pode provocar cancelamento dos GPs do Catar e Abu Dhabi
A temporada 2026 da F1 pode ser abreviada com o agravamento da guerra envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel. De acordo com fontes na Europa, cresce a preocupação sobre a realização do GP do Catar, marcado para 29 de novembro, e do GP de Abu Dhabi, previsto para 6 de dezembro, que encerra o campeonato.
Até o momento, FIA e Formula One Management (FOM) mantêm as duas corridas no calendário oficial, mas a deterioração do cenário geopolítico na região faz com que equipes, fornecedores e organizadores acompanhem diariamente a evolução da crise.
Cancelamentos anteriores
A apreensão não é apenas preventiva. No início da temporada, a FIA cancelou os GPs do Bahrein e da Arábia Saudita, após concluir que as condições de segurança não eram compatíveis com a realização dos eventos. A decisão também atingiu as categorias de suporte, como Fórmula 2, Fórmula 3 e F1 Academy.
Desde então, o conflito no Golfo Pérsico continuou se intensificando, com ataques que atingiram bases militares e infraestrutura em países vizinhos ao Irã, incluindo Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos.
Catar e Abu Dhabi permanecem no calendário, mas risco existe
Embora não exista qualquer anúncio oficial sobre um eventual cancelamento do GP do Catar ou do GP de Abu Dhabi, especialistas do setor consideram que a situação permanece delicada.
A principal preocupação não se limita à segurança dos pilotos e integrantes das equipes. A logística da F1 depende de uma complexa operação de transporte aéreo e marítimo entre continentes, além da circulação de milhares de profissionais, equipamentos e cargas. Qualquer restrição no espaço aéreo ou agravamento do conflito pode inviabilizar a realização das provas em curto prazo.
Abu Dhabi
O eventual cancelamento da etapa de Abu Dhabi teria impacto ainda maior.
Tradicionalmente, o circuito de Yas Marina recebe a decisão do campeonato e concentra diversas atividades comerciais, eventos promocionais e cerimônias de encerramento da temporada.
Além disso, Abu Dhabi possui contratos comerciais de longo prazo com a F1, o que torna qualquer alteração complexa do ponto de vista financeiro e operacional.
Segurança
Historicamente, a FIA adota uma postura conservadora em cenários de conflito.
Nos comunicados divulgados após o cancelamento das etapas do Bahrein e da Arábia Saudita, o presidente da entidade, Mohammed Ben Sulayem, afirmou que a segurança de pilotos, equipes, oficiais e público permanece como prioridade absoluta.
Essa mesma filosofia deverá orientar qualquer decisão envolvendo Catar e Abu Dhabi caso a situação militar na região continue se agravando.
Alternativas
Nos bastidores da F1, surgem especulações sobre possíveis substituições caso novas etapas precisem ser retiradas do calendário.
Entre os circuitos citados estão:
Imola (Itália);
Portimão (Portugal);
Istambul Park (Turquia).
Contudo, nenhuma dessas alternativas foi oficialmente confirmada pela FIA ou pela Formula One Management. Além da homologação dos circuitos, existem obstáculos logísticos, contratos com promotores e limitações de calendário que dificultam mudanças de última hora.
Monitoramento
A princípio, não há decisão oficial sobre o cancelamento do GP do Catar nem do GP de Abu Dhabi. Ambos permanecem confirmados no calendário de 2026.
Ainda assim, o precedente criado pelo cancelamento das etapas de Bahrein e Arábia Saudita demonstra que a F1 poderá modificar o calendário caso as autoridades de segurança entendam que existam riscos para equipes, pilotos e torcedores.
Enquanto isso, o paddock acompanha os desdobramentos da crise no Oriente Médio, que pode voltar a influenciar diretamente o encerramento de uma das temporadas mais imprevisíveis da F1.
F1: Guerra entre EUA e Irã pode provocar cancelamento dos GPs do Catar e Abu Dhabi



